play_arrow
FLUXMEDIA Música sem limites!
play_arrow
Sam Feldt - Heartfeldt Radio #518
A Câmara Municipal de Castelo Branco aprovou por unanimidade, esta sexta-feira, uma moção apresentada pelo presidente Leopoldo Rodrigues, assumindo uma posição cautelosa relativamente aos projetos de centrais solares fotovoltaicas de grande dimensão. A deliberação foi tomada na Reunião Ordinária Pública de 21 de novembro.
No documento, o Município reafirma o compromisso com a transição energética e com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização, defendendo a promoção das energias renováveis, incluindo a solar, tanto no autoconsumo como na vertente comercial. Contudo, sublinha que estes investimentos devem avançar com prudência, garantindo o respeito pelo ordenamento do território, pela biodiversidade, pelo património natural, pelas atividades económicas locais e pela qualidade de vida das populações.
A autarquia destaca ainda que o concelho se distingue pelo seu elevado valor ecológico e cultural, salientando a importância de preservar a paisagem e o potencial agroflorestal. Por isso, considera essencial que qualquer projeto de grande escala respeite a sensibilidade ecológica e os usos tradicionais do território.
A moção expressa também preocupação com o projeto Sophia, atualmente em discussão pública, devido à vasta área que poderá ser ocupada e ao impacto nas infraestruturas existentes e previstas. Entre os riscos identificados estão a degradação da paisagem, a limitação do uso agrícola e florestal, efeitos nas atividades económicas locais, alterações climáticas locais, potenciais impactos na saúde das populações e prejuízos para habitats protegidos.
Apesar de o concelho de Castelo Branco não ser diretamente abrangido pela instalação de painéis solares deste projeto, a autarquia participou na posição formal desfavorável apresentada pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa durante a consulta pública.
A moção aprovada estabelece três linhas de orientação:
• Adotar uma postura cautelosa perante projetos solares de grande dimensão, garantindo a compatibilidade entre o desenvolvimento energético e a identidade cultural e natural do território;
• Exigir avaliações completas e rigorosas, apelando a que o interior não seja utilizado como “cobaia” para projetos sem estudos robustos sobre impactos ambientais, sociais, económicos e na saúde pública;
• Defender compensações e contrapartidas, considerando que não é aceitável que o interior suporte os custos ambientais, sociais e económicos de investimentos cujos benefícios se estendem a todo o país, sem retorno direto para o território afetado.
(Fonte: Câmara Municipal de Castelo Branco)
Escrito por Cordeiro
Beira Baixa Castelo Branco centrais solares energia solar impacto ambiental Interior de Portugal Leopoldo Rodrigues moção Câmara Municipal ordenamento do território painéis fotovoltaicos projeto Sophia sustentabilidade transição energética
FLUX Hit Play – Só Hits, Sempre! Carrega play e sente o ritmo!
close
09:00 - 13:00
13:00 - 21:00
© 2025 FLUXMEDIA. Todos os direitos reservados.
Qualquer reprodução sem consentimento
é expressamente proibida.
Para fornecer a melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informações do dispositivo. Consentir estas tecnologias permite-nos processar dados, como comportamento de navegação ou ID's exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.