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Música

Sony Music remove mais de 135 mil “deepfakes” de artistas nas plataformas digitais

today24/03/2026

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A Sony Music revelou ter solicitado a remoção de mais de 135 mil músicas falsas criadas com inteligência artificial, que imitavam artistas do seu catálogo em plataformas de streaming.

Conteúdos falsos afetam grandes nomes da música

As chamadas “deepfakes” foram geradas com recurso a inteligência artificial e visavam artistas de grande notoriedade, como Beyoncé, Queen e Harry Styles.

Segundo a editora, estas faixas fraudulentas representam um problema crescente e causam impacto direto nos artistas, tanto a nível comercial como reputacional.

Impacto direto nas carreiras e lançamentos

De acordo com Dennis Kooker, responsável pelo negócio digital global da Sony Music, este tipo de conteúdos pode prejudicar campanhas de lançamento e afetar a imagem dos artistas.

Em alguns casos, os “deepfakes” aproveitam períodos de maior exposição mediática, como o lançamento de novos álbuns, para ganhar visibilidade e reproduções.

Desde março do ano passado, a empresa identificou cerca de 60 mil músicas falsas, número que continua a crescer à medida que a tecnologia se torna mais acessível.

Problema pode ser maior do que os números indicam

A Sony acredita que os 135 mil conteúdos identificados representam apenas uma parte do total disponível nas plataformas de streaming.

Outros artistas potencialmente afetados incluem Bad Bunny, Miley Cyrus e Mark Ronson.

Indústria musical continua a crescer

A revelação foi feita durante a apresentação do Global Music Report, em Londres, onde a indústria destacou também o crescimento das receitas.

Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), as receitas globais da música gravada aumentaram 6,4% em 2025, atingindo 31,7 mil milhões de dólares, no 11.º ano consecutivo de crescimento.

IA e fraude no streaming preocupam setor

Além dos “deepfakes”, a indústria alerta para a manipulação de reproduções em plataformas digitais, através de conteúdos falsos que inflacionam audições para gerar receitas indevidas.

Estima-se que até 10% do conteúdo nas plataformas de streaming possa ser fraudulento, um fenómeno agravado pela utilização de inteligência artificial.

Necessidade de maior transparência

O setor defende a implementação de ferramentas que permitam identificar e rotular conteúdos gerados por IA, garantindo maior transparência para os utilizadores.

Sem essa distinção, alertam os responsáveis, torna-se difícil para o público distinguir entre criações humanas e conteúdos artificiais, colocando em risco a confiança no ecossistema digital da música.

Escrito por P.Cordeiro


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