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Sam Feldt - Heartfeldt Radio #545
A Sony Music revelou ter solicitado a remoção de mais de 135 mil músicas falsas criadas com inteligência artificial, que imitavam artistas do seu catálogo em plataformas de streaming.
As chamadas “deepfakes” foram geradas com recurso a inteligência artificial e visavam artistas de grande notoriedade, como Beyoncé, Queen e Harry Styles.
Segundo a editora, estas faixas fraudulentas representam um problema crescente e causam impacto direto nos artistas, tanto a nível comercial como reputacional.
De acordo com Dennis Kooker, responsável pelo negócio digital global da Sony Music, este tipo de conteúdos pode prejudicar campanhas de lançamento e afetar a imagem dos artistas.
Em alguns casos, os “deepfakes” aproveitam períodos de maior exposição mediática, como o lançamento de novos álbuns, para ganhar visibilidade e reproduções.
Desde março do ano passado, a empresa identificou cerca de 60 mil músicas falsas, número que continua a crescer à medida que a tecnologia se torna mais acessível.
A Sony acredita que os 135 mil conteúdos identificados representam apenas uma parte do total disponível nas plataformas de streaming.
Outros artistas potencialmente afetados incluem Bad Bunny, Miley Cyrus e Mark Ronson.
A revelação foi feita durante a apresentação do Global Music Report, em Londres, onde a indústria destacou também o crescimento das receitas.
Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), as receitas globais da música gravada aumentaram 6,4% em 2025, atingindo 31,7 mil milhões de dólares, no 11.º ano consecutivo de crescimento.
Além dos “deepfakes”, a indústria alerta para a manipulação de reproduções em plataformas digitais, através de conteúdos falsos que inflacionam audições para gerar receitas indevidas.
Estima-se que até 10% do conteúdo nas plataformas de streaming possa ser fraudulento, um fenómeno agravado pela utilização de inteligência artificial.
O setor defende a implementação de ferramentas que permitam identificar e rotular conteúdos gerados por IA, garantindo maior transparência para os utilizadores.
Sem essa distinção, alertam os responsáveis, torna-se difícil para o público distinguir entre criações humanas e conteúdos artificiais, colocando em risco a confiança no ecossistema digital da música.
Escrito por P.Cordeiro
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