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Fora do Lugar leva 25 propostas a Idanha-a-Nova

today02/11/2026

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O festival Fora do Lugar regressa ao concelho de Idanha-a-Nova entre 20 de novembro e 5 de dezembro para a sua 15.ª edição. O programa reúne artistas de seis países e 25 propostas, entre concertos, cinema, caminhadas, exposições e encontros com a comunidade.

Da Catedral de Idanha-a-Velha a pequenas ermidas, passando por um antigo lagar e por espaços cuja localização só será revelada perto das atividades, o Festival Internacional de Músicas Antigas volta a distribuir a programação por diferentes pontos do território.

Com direção artística de Filipe Faria, esta edição conta com participantes da Argentina, Ucrânia, México, Portugal, Espanha e Turquia. A música cruza-se com o património, a paisagem e as tradições locais, numa iniciativa da Arte das Musas, realizada em parceria com o Município de Idanha-a-Nova.

Tango abre o festival em Idanha-a-Velha

A abertura acontece a 20 de novembro, na Catedral de Idanha-a-Velha, com Tangomanso & Otras Yerbas e o espetáculo “Volver”.

A proposta reúne música, canto, poesia e dança, partindo do tango para explorar a milonga, a valsa, a zamba e a chacarera, com uma aproximação também ao fado.

No primeiro fim de semana, Noa Noa apresenta “Amor sin pena — Língua, vol. 3”, um projeto dedicado à memória das línguas ibéricas, que aproxima o português e o castelhano através de repertórios históricos e da tradição oral.

A 21 de novembro, Zuca-Truca percorre dois milénios de música popular minhota, recuperando instrumentos e objetos como a concertina, o bombo, a sarronca, a sanfona e o chamado “jazz do penico”.

Zuca Truca

Galandum Galundaina celebram 30 anos na Noite Cheia

Serendipia

O Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, recebe a 27 de novembro mais uma Noite Cheia, que concentra várias atividades no mesmo espaço.

O programa inclui o concerto “Galandum 30 anhos”, dos Galandum Galundaina, a exposição de pintura e escultura “Trincar a espada”, de Francisco Corrêa, e a instalação sonora “Museu dos Sons Perdidos 6”, de Filipe Faria. Haverá ainda uma Tertúlia com Sopa e uma extensão do Doclisboa.

No dia 28 de novembro, os argentinos Aixa Figini & Franco Dall’Amore apresentam músicas populares da América Latina na Capela de São Pedro de Vir-a-Corça. Na mesma data, o projeto espanhol Serendipia leva “Bajo la piel” ao antigo lagar de Zebreira, com repertórios renascentistas e barrocos.

Caminhadas, gastronomia e um concerto secreto

Além dos espetáculos, o festival promove Conversas Caminhadas em Aldeia de Santa Margarida, Alcafozes e Salvaterra do Extremo, com a participação dos músicos.

A programação contempla também encontros com a Universidade Sénior de Idanha-a-Nova, intervenções nas escolas e a 9.ª Caminhada de Observação de Aves — SPEA Fora do Lugar, em local secreto.

O Jantar Pobre recupera receitas e memórias da gastronomia regional, mantendo a ementa e a localização em segredo até à experiência.

A 5 de dezembro, realiza-se ainda um Concerto Secreto: o local será divulgado apenas 24 horas antes, os artistas serão conhecidos à entrada e o repertório só quando a atuação começar.

Encerramento com músicas da Anatólia e do Barroco espanhol

Na reta final, Orçun Atilla & Jordi Torrents, da Turquia e de Espanha, apresentam “Ecos da Anatólia”, a 4 de dezembro, na Ermida de Senhora da Azenha. O concerto reúne voz, instrumentos de cordas e percussões mediterrânicas.

O encerramento está marcado para 5 de dezembro, na Catedral de Idanha-a-Velha, com o ensemble espanhol Concerto 1700. O espetáculo “Back to Follia!” recupera danças e formas musicais do Barroco espanhol, entre zarabandas, chaconas, jácaras, folias e fandangos.

Concerto 1700

Escrito por PC


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