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The Globalsessions with Paul Rudd - Episode 220 Paul Rudd
O Município da Sertã vai emitir parecer desfavorável à proposta do Programa Setorial das Zonas de Aceleração para as Energias Renováveis, atualmente em consulta pública. A autarquia considera que as áreas previstas para o concelho não protegem de forma adequada os valores ambientais, paisagísticos e económicos do território.
Apesar de reconhecer a importância da transição energética, o Município defende que a instalação de novas infraestruturas não deve resultar numa concentração excessiva de projetos num concelho marcado pela floresta, pelo turismo de natureza e pela valorização dos recursos naturais.
No parecer a enviar ao Governo, a Câmara Municipal levanta dúvidas sobre a metodologia aplicada na definição das zonas propostas.
Entre as principais preocupações estão a atualização da informação territorial utilizada, a distribuição considerada desproporcional das áreas destinadas a novos projetos e a insuficiente avaliação dos impactos cumulativos associados à concentração de infraestruturas de produção de energia renovável.
A autarquia considera ainda que a proposta poderá entrar em conflito com a estratégia de desenvolvimento do concelho, assente na preservação da paisagem, na proteção da biodiversidade e na valorização dos recursos locais.
O Município sublinha que o concelho da Sertã possui características ambientais e socioeconómicas próprias que devem ser consideradas no planeamento energético.
A floresta, a paisagem e os recursos naturais são apontados como elementos essenciais para a qualidade de vida da população e para várias atividades económicas, em particular as relacionadas com o turismo de natureza.
A Câmara Municipal alerta que uma concentração excessiva de novos projetos poderá comprometer estes ativos e alterar de forma significativa a identidade do território.
O presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, afirma que o concelho já contribui para a produção de energia renovável, mas rejeita uma abordagem que não tenha em conta as particularidades dos territórios do interior.
Segundo o autarca, a transição energética deve respeitar a paisagem, a floresta, a biodiversidade e os recursos naturais, garantindo simultaneamente condições para o desenvolvimento económico local.
Carlos Miranda defende que o processo deverá ser mais equilibrado, participado e adaptado às características de cada concelho.
A proposta do Programa Setorial das Zonas de Aceleração para as Energias Renováveis encontra-se em consulta pública até 15 de julho.
A população pode participar através da plataforma Participa, submetendo comentários e contributos sobre o documento.
O Município da Sertã defende que as metas nacionais para as energias renováveis devem ser concretizadas através de um planeamento rigoroso, com uma distribuição territorial mais equilibrada e uma avaliação adequada dos impactos ambientais, paisagísticos e económicos.
(Fonte: Nota de Imprensa do Município da Sertã)
Escrito por P.Cordeiro
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