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Portugal acompanha esta quarta-feira, 12 de agosto, um eclipse solar que será total apenas numa pequena área do nordeste transmontano e parcial profundo no restante território. Na região da Sertã e em todo o distrito de Castelo Branco, o fenómeno começa perto das 18h36, atinge o máximo pelas 19h32 e termina cerca das 20h27.
Os horários variam ligeiramente consoante a localização. Em Portugal continental, o eclipse começa entre as 18h33 e as 18h41, alcança a fase máxima por volta das 19h30–19h32 e termina entre as 20h23 e as 20h31.
No distrito de Castelo Branco, estes são os horários de referência:
Na Sertã e nos concelhos vizinhos, as diferenças serão reduzidas, podendo limitar-se a alguns segundos ou minutos. O Sol estará baixo, na direção oeste-noroeste, pelo que deverá ser escolhido um local com o horizonte desimpedido.
O eclipse de 12 de agosto de 2026 é classificado como total porque, ao longo de uma faixa estreita do planeta, a Lua encobre completamente o disco solar.
Em Portugal, essa totalidade só será observável numa área muito limitada do Parque Natural de Montesinho, perto de Rio de Onor e da fronteira com Espanha. A ocultação completa deverá durar cerca de 20 segundos.
Na cidade de Bragança, a cobertura ficará muito próxima dos 100%, mas continuará a ser parcial. No restante território continental, a Lua ocultará entre aproximadamente 92,8% do Sol, em Faro, e 99,9%, na região de Bragança.
Na Sertã, Castelo Branco e no restante Centro do país será observado um eclipse parcial profundo. Mesmo durante o máximo, uma pequena parte do Sol continuará visível, o que significa que os óculos de proteção nunca poderão ser retirados.
Olhar diretamente para o Sol pode provocar lesões graves e permanentes na retina, sem que exista necessariamente dor ou desconforto imediato. A redução da luminosidade durante o eclipse não elimina este perigo.
A Direção-Geral da Saúde recomenda os seguintes cuidados:
Os óculos de sol comuns, mesmo muito escuros ou polarizados, não oferecem proteção adequada.
Não devem ser utilizados métodos improvisados. Radiografias, negativos fotográficos, películas, CDs, vidros fumados, máscaras de soldadura sem certificação apropriada ou várias camadas de óculos de sol não filtram corretamente a radiação solar.
A presença de nuvens, nevoeiro ou fumo também não torna segura a observação direta. A radiação capaz de lesar os olhos pode atravessar essas barreiras.
Nunca se deve olhar para o Sol através de binóculos, telescópios, câmaras ou miras óticas sem um filtro solar concebido especificamente para o equipamento.
Os óculos de eclipse não podem ser usados como substitutos desses filtros. As lentes concentram a radiação e podem danificar a proteção, provocar lesões imediatas nos olhos e afetar o sensor do equipamento.
O filtro solar tem de ser instalado na parte dianteira da objetiva, antes de a luz entrar no aparelho. Quem não possui material adequado deve evitar fotografar ou filmar diretamente o Sol e procurar apoio de uma organização astronómica.
Também não se deve olhar através do visor ótico de uma câmara apontada ao Sol.
Quem não tiver óculos certificados pode acompanhar o fenómeno sem olhar diretamente para o Sol. Uma das alternativas é construir um projetor estenopeico, recorrendo a um pequeno orifício num cartão para projetar a imagem solar noutra superfície.
Neste método, o observador deve permanecer de costas para o Sol e olhar apenas para a imagem projetada. Nunca deve espreitar através do orifício.
As sombras projetadas pelas folhas das árvores também poderão mostrar pequenos crescentes solares no chão durante a fase parcial.
O fenómeno prolonga-se por cerca de duas horas. Quem permanecer no exterior deverá usar protetor solar, chapéu e roupa adequada, procurar hidratar-se e evitar uma exposição prolongada ao calor.
Os observadores devem escolher antecipadamente um local seguro, afastado da circulação rodoviária e com boa visibilidade para oeste-noroeste. Não se deve parar na estrada, observar enquanto se conduz ou usar óculos de eclipse ao volante.
Se, depois de uma observação sem proteção, surgirem visão desfocada, manchas no campo visual, distorção das imagens ou alteração na perceção das cores, deve ser procurada assistência médica.
(Fontes: Direção-Geral da Saúde e INEM; Planetário do Porto – Centro Ciência Viva; Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; NASA)
Escrito por P.Cordeiro
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