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Música

Miguel Cristovinho estreia-se a solo como cristo com “ouro na fenda”

today30/10/2026

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Miguel Cristovinho lançou esta sexta-feira, 30 de outubro, “ouro na fenda”, o seu primeiro álbum a solo, assinado como cristo. O disco reúne sete faixas e conta com participações de João Não, Jaca, xtinto e Marianne, além da voz e poesia de António Carlos Cortez.

A aceitação da imperfeição é o ponto de partida do projeto. Inspirado na filosofia japonesa wabi-sabi e no kintsugi, técnica de reparação de cerâmica que evidencia as fraturas com ouro, o músico transporta essa ideia para as experiências e marcas pessoais.

Para cristo, o álbum responde também à necessidade de preservar a dimensão humana da criação num contexto cada vez mais tecnológico.

“Num mundo cada vez mais digital, dominado por algoritmos, inteligência artificial e máquinas capazes de produzir resultados cada vez mais ‘perfeitos’, este álbum é uma reflexão sobre a necessidade de nos reconectarmos com a nossa condição humana, frágil, imperfeita, bela e única”, afirma.

Sete temas entre o amor e a introspeção

Mais do que contar uma história contínua, “ouro na fenda” reúne diferentes estados de espírito, entre o amor, o desamor e a vulnerabilidade. Grande parte do trabalho nasceu à noite, com o artista a compor e gravar sozinho antes de desenvolver as canções com outros músicos e produtores.

A abertura, “daimon (intro)”, inclui um poema e declamação de António Carlos Cortez, antigo professor de Português de Cristovinho no ensino secundário. O músico recorda-o como uma das primeiras pessoas a reconhecer a sua ligação à escrita.

“era capaz de matar”, produzido por Tsubasa, foi o primeiro single. Seguiu-se “rosa branca”, com João Não.

Em “mapa das linhas”, cristo junta-se a Jaca, com produção de Francesco Meoli. O videoclipe foi rodado em Tbilisi, na Geórgia, com uma equipa que conheceu durante a sua passagem pela Eurovisão Júnior enquanto compositor da canção interpretada por Inês Gonçalves.

João Não regressa em “ainda perguntas”, ao lado de xtinto, numa produção de MAR. A produtora assina também “bom fingidor”, um dos temas mais eletrónicos do disco e a primeira canção composta para o projeto.

Já “vê” conta com Marianne e produção de António Penaguião, conhecido como TURU.

Capa do álbum dá origem a peça da Vista Alegre

O conceito do disco estende-se a uma colaboração com a Vista Alegre, integrada na coleção 1+1=1.

A capa de “ouro na fenda” foi transformada num prato de porcelana, numa edição limitada a 555 exemplares numerados, disponível a partir de hoje nas lojas da marca.

O álbum já pode ser ouvido nas plataformas digitais.

Alinhamento de “ouro na fenda”

  1. “daimon (intro)”
  2. “era capaz de matar”
  3. “rosa branca”
  4. “mapa das linhas”
  5. “ainda perguntas”
  6. “vê”
  7. “bom fingidor”

Escrito por PC


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