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FEELS LIKE HOME #559 Kenn Colt
Miguel Cristovinho lançou esta sexta-feira, 30 de outubro, “ouro na fenda”, o seu primeiro álbum a solo, assinado como cristo. O disco reúne sete faixas e conta com participações de João Não, Jaca, xtinto e Marianne, além da voz e poesia de António Carlos Cortez.
A aceitação da imperfeição é o ponto de partida do projeto. Inspirado na filosofia japonesa wabi-sabi e no kintsugi, técnica de reparação de cerâmica que evidencia as fraturas com ouro, o músico transporta essa ideia para as experiências e marcas pessoais.
Para cristo, o álbum responde também à necessidade de preservar a dimensão humana da criação num contexto cada vez mais tecnológico.
“Num mundo cada vez mais digital, dominado por algoritmos, inteligência artificial e máquinas capazes de produzir resultados cada vez mais ‘perfeitos’, este álbum é uma reflexão sobre a necessidade de nos reconectarmos com a nossa condição humana, frágil, imperfeita, bela e única”, afirma.
Mais do que contar uma história contínua, “ouro na fenda” reúne diferentes estados de espírito, entre o amor, o desamor e a vulnerabilidade. Grande parte do trabalho nasceu à noite, com o artista a compor e gravar sozinho antes de desenvolver as canções com outros músicos e produtores.
A abertura, “daimon (intro)”, inclui um poema e declamação de António Carlos Cortez, antigo professor de Português de Cristovinho no ensino secundário. O músico recorda-o como uma das primeiras pessoas a reconhecer a sua ligação à escrita.
“era capaz de matar”, produzido por Tsubasa, foi o primeiro single. Seguiu-se “rosa branca”, com João Não.
Em “mapa das linhas”, cristo junta-se a Jaca, com produção de Francesco Meoli. O videoclipe foi rodado em Tbilisi, na Geórgia, com uma equipa que conheceu durante a sua passagem pela Eurovisão Júnior enquanto compositor da canção interpretada por Inês Gonçalves.
João Não regressa em “ainda perguntas”, ao lado de xtinto, numa produção de MAR. A produtora assina também “bom fingidor”, um dos temas mais eletrónicos do disco e a primeira canção composta para o projeto.
Já “vê” conta com Marianne e produção de António Penaguião, conhecido como TURU.
O conceito do disco estende-se a uma colaboração com a Vista Alegre, integrada na coleção 1+1=1.
A capa de “ouro na fenda” foi transformada num prato de porcelana, numa edição limitada a 555 exemplares numerados, disponível a partir de hoje nas lojas da marca.
O álbum já pode ser ouvido nas plataformas digitais.
Escrito por PC
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