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Organização da Eurovisão já respondeu a Pedro Sánchez: “A UER não é composta por governos”

today21/05/2025

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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu esta segunda-feira, 19 de maio, a exclusão de Israel do Festival Eurovisão da Canção, comparando a situação à da Rússia, afastada de competições internacionais após a invasão da Ucrânia em 2022.

Em resposta, a União Europeia de Radiodifusão (UER), entidade organizadora do concurso, recordou esta terça-feira que a Eurovisão é gerida por organismos de radiodifusão pública e não por governos.

“A UER é uma associação de organismos de radiodifusão de serviço público, não de governos”, afirmou Martin Green, diretor do festival, em declarações à agência EFE. A organização reforçou ainda que o sistema de televoto utilizado nas semifinais e na final é “o mais avançado do mundo”, garantindo que todas as preocupações levantadas pelos participantes são “levadas a sério”.

Na sua declaração, Pedro Sánchez referiu que “não podemos permitir duplos standards” e criticou a permanência de Israel na competição. “Ninguém levou as mãos à cabeça quando a Rússia foi excluída. Também não deveria estar Israel”, afirmou o líder do governo espanhol, deixando ainda “um abraço solidário ao povo ucraniano e ao da Palestina”.

A participação de Israel na edição deste ano da Eurovisão tem sido alvo de polémica e de vários pedidos de exclusão, devido à ofensiva militar na Faixa de Gaza, que já provocou dezenas de milhares de mortos, segundo as autoridades locais e organismos internacionais.

Escrito por P.Cordeiro


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