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Música

NAPA chegam ao Coliseu dos Recreios após noite apoteótica no Porto

today26/01/2026

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Depois de uma noite de consagração no Coliseu do Porto, a banda madeirense NAPA prepara-se para levar o mesmo êxtase a Coliseu dos Recreios, já na próxima sexta-feira, 30 de janeiro. Com uma produção reforçada e convidados surpresa, restam poucos bilhetes para a estreia do grupo no emblemático palco lisboeta.

No passado sábado, 24 de janeiro, o Coliseu do Porto rendeu-se por completo ao fenómeno NAPA. Durante cerca de duas horas, milhares de vozes acompanharam o quinteto num espetáculo que confirmou a maturidade artística de um projeto que ultrapassou há muito as fronteiras da Madeira e do próprio país.

NAPA Coliseu
(créditos: Lucas Coelho/@lucasownview)

Mais do que um concerto, foi apresentada uma afirmação artística sólida e ambiciosa. Em palco, a banda fez-se acompanhar por secção de sopros, percussão e coro, dando nova dimensão aos temas dos álbuns Senso Comum e Logo Se Vê, ambos amplamente aclamados pelo público e pela crítica.

A energia de uma plateia maioritariamente jovem transformou o espetáculo numa verdadeira catarse coletiva. Momentos como “Infinito”, com a participação surpresa de Van Zee, e “Assim, Sem Fim”, com Silly, elevaram ainda mais a fasquia emocional da noite. Já a presença do produtor e músico André Santos em “Areia” sublinhou o rigor musical que caracteriza o grupo.

O momento mais marcante surgiu, no entanto, com “Deslocado”, reinterpretado num arranjo coral arrebatador, cantado em uníssono por um Coliseu completamente esgotado. Um instante de comunhão rara entre banda e público, que promete repetir-se — ou mesmo intensificar-se — na acústica singular do Coliseu dos Recreios.

O concerto terminou com “Vasse La Lem”, numa homenagem às raízes madeirenses que continuam a definir a identidade dos NAPA. Além dos êxitos já conhecidos, o público do Porto teve ainda acesso a dois temas inéditos, um privilégio que deverá estender-se também à atuação em Lisboa.

Com esta passagem pela capital, os NAPA caminham para aquilo que se antevê como a consagração definitiva do grupo em Lisboa, num espetáculo que poderá ficar para a história recente da música portuguesa.

Escrito por P.Cordeiro


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