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Filme de Silvino Santos chega à Sertã em cine-concerto

today25/08/2026

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A Casa da Cultura da Sertã recebe, no dia 12 de setembro, às 21 horas, o cine-concerto “Amazonas – o Maior Rio do Mundo”. A sessão junta o filme histórico de Silvino Santos à música interpretada ao vivo por Marco Figueiredo e Miguel Calhaz.

A entrada é gratuita, mas exige bilhete, que deverá ser levantado antecipadamente na Casa da Cultura da Sertã.

Músicos sertaginenses criam banda sonora ao vivo

As imagens captadas há mais de um século serão acompanhadas pelo piano de Marco Figueiredo e pelo contrabaixo de Miguel Calhaz.

Os dois músicos naturais do concelho da Sertã criarão ao vivo a banda sonora do documentário mudo, aproximando a obra cinematográfica de Silvino Santos da composição e interpretação contemporâneas.

O espetáculo realiza-se no ano em que se assinalam 140 anos do nascimento do cineasta, também natural do concelho.

Filme esteve desaparecido durante quase um século

“Amazonas, o Maior Rio do Mundo” foi filmado em 1918 e é considerado um dos primeiros documentários de longa duração realizados na Amazónia.

A obra percorre diferentes zonas atravessadas pelo rio Amazonas, mostrando paisagens, animais, comunidades e atividades económicas como a pesca, a extração de borracha e a recolha de castanha.

O filme desapareceu na Europa e foi dado como perdido desde a década de 1930. Acabou por ser redescoberto em 2023 no Arquivo Nacional de Cinema da República Checa, em Praga.

O material encontrava-se incorretamente catalogado como uma produção norte-americana de 1925. A identificação foi posteriormente confirmada pela Cinemateca Brasileira.

Silvino Santos nasceu em Cernache do Bonjardim

Silvino Santos nasceu em Cernache do Bonjardim em 1886 e emigrou para o Brasil aos 14 anos. Conhecido como “Cineasta da Selva”, tornou-se uma das figuras pioneiras do cinema documental brasileiro.

Depois de desenvolver interesse pela fotografia e pelo cinema, aprofundou a formação em Paris, nos estúdios Pathé-Frères e nos laboratórios associados aos irmãos Lumière.

Grande parte da sua obra foi dedicada ao registo da Amazónia. A ligação à terra natal ficou também documentada em “Sernache de Bonjardim”, filme com cerca de 15 minutos realizado durante uma passagem por Portugal entre 1925 e 1927 e integrado na série “Terra Portuguesa”.

Silvino Santos morreu em 1970, deixando uma filmografia composta por documentários de longa, média e curta-metragem.

Silvino Santos Sertã

(Fonte: Nota de Imprensa do Município da Sertã)

Escrito por P.Cordeiro


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