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A Casa da Cultura da Sertã recebe, no dia 12 de setembro, às 21 horas, o cine-concerto “Amazonas – o Maior Rio do Mundo”. A sessão junta o filme histórico de Silvino Santos à música interpretada ao vivo por Marco Figueiredo e Miguel Calhaz.
A entrada é gratuita, mas exige bilhete, que deverá ser levantado antecipadamente na Casa da Cultura da Sertã.
As imagens captadas há mais de um século serão acompanhadas pelo piano de Marco Figueiredo e pelo contrabaixo de Miguel Calhaz.
Os dois músicos naturais do concelho da Sertã criarão ao vivo a banda sonora do documentário mudo, aproximando a obra cinematográfica de Silvino Santos da composição e interpretação contemporâneas.
O espetáculo realiza-se no ano em que se assinalam 140 anos do nascimento do cineasta, também natural do concelho.
“Amazonas, o Maior Rio do Mundo” foi filmado em 1918 e é considerado um dos primeiros documentários de longa duração realizados na Amazónia.
A obra percorre diferentes zonas atravessadas pelo rio Amazonas, mostrando paisagens, animais, comunidades e atividades económicas como a pesca, a extração de borracha e a recolha de castanha.
O filme desapareceu na Europa e foi dado como perdido desde a década de 1930. Acabou por ser redescoberto em 2023 no Arquivo Nacional de Cinema da República Checa, em Praga.
O material encontrava-se incorretamente catalogado como uma produção norte-americana de 1925. A identificação foi posteriormente confirmada pela Cinemateca Brasileira.
Silvino Santos nasceu em Cernache do Bonjardim em 1886 e emigrou para o Brasil aos 14 anos. Conhecido como “Cineasta da Selva”, tornou-se uma das figuras pioneiras do cinema documental brasileiro.
Depois de desenvolver interesse pela fotografia e pelo cinema, aprofundou a formação em Paris, nos estúdios Pathé-Frères e nos laboratórios associados aos irmãos Lumière.
Grande parte da sua obra foi dedicada ao registo da Amazónia. A ligação à terra natal ficou também documentada em “Sernache de Bonjardim”, filme com cerca de 15 minutos realizado durante uma passagem por Portugal entre 1925 e 1927 e integrado na série “Terra Portuguesa”.
Silvino Santos morreu em 1970, deixando uma filmografia composta por documentários de longa, média e curta-metragem.

(Fonte: Nota de Imprensa do Município da Sertã)
Escrito por P.Cordeiro
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