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Música

Elton John critica plano britânico para IA e ameaça recorrer à justiça: “É criminoso e traiçoeiro”

today19/05/2025

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O músico britânico Elton John juntou-se ao coro de vozes da indústria criativa que contestam a proposta do Governo britânico para rever a legislação dos direitos de autor no contexto do desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Em entrevista à BBC, o artista classificou a medida como “criminosa” e admitiu levar o caso aos tribunais, caso a nova lei seja aprovada.

Em causa está a intenção do executivo de implementar um sistema de opt out, que permitiria aos artistas assinalar que não autorizam a utilização das suas obras no treino de modelos de IA. A indústria discorda do modelo, argumentando que este transfere para os criadores uma responsabilidade impossível de cumprir: vigiar permanentemente o uso das suas obras por grandes plataformas tecnológicas.

Os críticos da proposta exigem, em alternativa, um sistema de transparência obrigatória por parte das empresas tecnológicas, obrigando-as a divulgar que conteúdos protegidos foram usados e a negociar compensações com os respetivos autores.

Apesar de uma emenda nesse sentido ter sido votada recentemente no Parlamento, acabou chumbada pelo Governo, o que aumentou a tensão entre o setor cultural e o executivo liderado por Rishi Sunak.

“É roubo. O que está a acontecer é criminoso e sinto-me incrivelmente traído”, afirmou Elton John, sublinhando que a proposta representa uma ameaça direta aos artistas emergentes, sem recursos para defender os seus direitos. “O perigo para os jovens artistas é que não têm recursos para continuar a verificar ou lutar contra a grande tecnologia”, alertou.

O músico, que já tinha subscrito uma carta aberta a pedir alterações à legislação, reforça agora a sua posição ao admitir levar o caso à justiça para defender os direitos de quem trabalha nas indústrias criativas.

Do lado do Governo, a garantia tem sido a de que nenhuma legislação será aprovada sem garantir a proteção dos artistas. No entanto, o executivo insiste na necessidade de avançar rapidamente com a revisão da lei para que o Reino Unido possa afirmar-se como uma potência no setor da inteligência artificial.

Escrito por P.Cordeiro


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