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Castelo Branco

Castelo Branco e autarcas espanhóis reclamam ponte de Cedillo e IC31

today19/08/2026

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Autarcas de Portugal e Espanha reuniram-se a 18 de agosto, em Castelo Branco, para reconhecer formalmente a linha de fronteira definida pelo rio Tejo. O encontro serviu também para defender a ponte de Cedillo, a ligação rodoviária entre Castelo Branco e Moraleja através do IC31 e uma cooperação económica mais intensa.

A Ata de Reconhecimento da Linha Fronteiriça foi assinada no âmbito do procedimento decorrente do Tratado de Limites de 1864.

Participaram na cerimónia o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, e os responsáveis pelos municípios espanhóis de Santiago de Alcântara, Juan Ignacio Batalla, e de Cedillo, Antonio González.

O documento contou ainda com as assinaturas dos presidentes das juntas de freguesia de Monforte da Beira, João Ramos, e de Malpica do Tejo, João Carlos Alveirinho.

Ponte de Cedillo e IC31 voltam às reivindicações

Durante a reunião, os representantes espanhóis renovaram os pedidos de investimento em duas ligações consideradas estratégicas para os territórios dos dois lados da fronteira: a ponte de Cedillo e o IC31 entre Castelo Branco e Moraleja.

Leopoldo Rodrigues defendeu que a relação entre os municípios deve ultrapassar os encontros pontuais e traduzir-se em medidas de dinamização económica. O autarca apontou o projeto TRIURBIR como exemplo do trabalho de cooperação já desenvolvido.

Os presidentes das freguesias de Monforte da Beira e Malpica do Tejo destacaram, por sua vez, o potencial turístico do rio Tejo e do Parque Natural do Tejo Internacional para a economia das localidades fronteiriças.

Castelo Branco pede garantias sobre Central de Almaraz

O prolongamento do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz foi outra das preocupações abordadas. O Governo espanhol renovou a licença das duas unidades até 8 de junho de 2030, adiando o calendário de encerramento anteriormente previsto.

Leopoldo Rodrigues anunciou que vai solicitar esclarecimentos ao Governo português, para que sejam apuradas junto das autoridades espanholas as garantias de segurança que sustentaram a decisão.

O presidente da Câmara considera que a localização de Castelo Branco coloca o concelho numa zona geograficamente exposta às consequências de um eventual incidente na central espanhola.

cooperação transfronteiriça Castelo Branco
(créditos: Município de Castelo Branco)

(Fonte: Nota de Imprensa do Município de Castelo Branco)

Escrito por P.Cordeiro


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