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Música

Bad Bunny celebra Porto Rico no Super Bowl LX

today09/02/2026

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Bad Bunny protagonizou uma atuação considerada histórica no halftime show do Super Bowl LX. Durante cerca de 13 minutos, foi apresentado um espetáculo inteiramente em espanhol, assumido como uma declaração de amor a Porto Rico, onde a música, a cultura e a identidade foram colocadas no centro do palco.

O espetáculo decorreu no Levi’s Stadium, perante uma audiência global estimada em mais de 100 milhões de espectadores, e rapidamente foi apontado como um dos momentos mais marcantes da história recente do intervalo do Super Bowl, sobretudo pela comunidade latina.

A atuação foi construída a partir do álbum “Debí Tirar Más Fotos”, editado em janeiro do ano passado, um trabalho concebido como homenagem sonora à ilha. Inspirado também na residência artística “No Me Quiero Ir de Aquí”, o cenário evocava uma aldeia porto-riquenha, envolvida por uma extensa plantação de cana-de-açúcar, assumindo uma função narrativa ao longo do espetáculo.

À medida que avançava pelo cenário, ao som de temas como “Tití Me Preguntó”, foram surgindo figuras do quotidiano local — agricultores tradicionais, vendedores ambulantes, idosos a jogar dominó e jovens pugilistas — compondo um retrato vivo da identidade da ilha. Canções como “Yo Perreo Sola”, “Safaera” e “Party” conduziram o artista até à icónica “La Casita”, elemento central do espetáculo.

Convidados e momentos inesperados

A atuação contou com a presença de várias figuras com quem Bad Bunny tem colaborado ou que partilham raízes latinas, entre elas Cardi B, Karol G, Young Miko, bem como os atores Pedro Pascal e Jessica Alba.

Um dos momentos mais inesperados surgiu com “Monaco”, interpretado com acompanhamento orquestral, durante o qual foi celebrado um casamento em palco, transformando o espetáculo numa autêntica telenovela caribenha. A cerimónia contou com a participação especial de Lady Gaga, que interpretou uma versão salsa de “Die With a Smile”, acompanhada pela banda Los Sobrinos.

Do outro lado do cenário, inspirado na capa de “Debí Tirar Más Fotos”, surgiu Ricky Martin, que se juntou a Bad Bunny em “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, num momento simbólico de ligação entre duas gerações da música porto-riquenha.

Mensagem social e política

A atuação integrou também uma forte dimensão social e política. O discurso de aceitação do Grammy de Álbum do Ano foi exibido no cenário, seguido da imagem de uma criança, interpretada como referência a um caso recente de imigração nos Estados Unidos. Num gesto simbólico, o troféu foi colocado nas mãos do jovem.

Com “El Apagón”, foram evocadas as consequências do furacão Maria e os sucessivos apagões em Porto Rico, através de elementos visuais que simbolizavam a fragilidade da rede elétrica da ilha. No final, Bad Bunny lembrou a diversidade do continente americano, referindo vários países e sublinhando que “América” não se resume aos Estados Unidos.

A atuação terminou com “DtMF”, acompanhada por güiros e pandeiretas, instrumentos tradicionais porto-riquenhos, enquanto no ecrã surgia a mensagem: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”. Antes do fim, foi reafirmada a ligação à terra natal: “E a minha pátria, Porto Rico, seguimos aqui”.

Assiste à atuação completa:

Entretanto, recordamos que a “Debí Tirar Más Fotos World Tour” passará por Portugal nos dias 26 e 27 de maio, com dois concertos no Estádio da Luz. Ambos os espetáculos encontram-se esgotados.

Escrito por P.Cordeiro


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