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Amnistia Internacional critica presença de Israel na Eurovisão e acusa organização de “duplo padrão”

today11/05/2026

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A Amnistia Internacional criticou a manutenção de Israel no Festival Eurovisão da Canção 2026, considerando que a decisão da União Europeia de Radiodifusão (UER/EBU) representa “um ato de cobardia” e evidencia “um flagrante duplo padrão”.

A polémica volta a marcar a edição deste ano da Eurovisão, cuja primeira semifinal decorre esta terça-feira, com participação de Portugal.

Amnistia acusa EBU de incoerência

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, criticou a decisão da União Europeia de Radiodifusão de permitir a participação de Israel no concurso, lembrando que a Rússia foi excluída após a invasão da Ucrânia em 2022.

Segundo a organização, a permanência de Israel no festival surge numa altura em que continuam os ataques militares na Faixa de Gaza, iniciados em outubro de 2023.

A Amnistia considera que a participação israelita “normaliza” a situação em Gaza e acusa a EBU de ignorar os protestos internacionais e os apelos ao boicote.

Noam Bettan
Noam Bettan, representante de Israel em Vienna 2026 (créditos: Shai Franco)

Cinco países desistiram da edição de 2026

A participação de Israel levou este ano à desistência de cinco países: Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia.

Apesar das desistências, a edição deste ano contará com 35 países em competição.

As semifinais realizam-se na terça-feira e quinta-feira, enquanto a final está marcada para sábado, 16 de maio.

Portugal participa com “Rosa”

Portugal será representado pelos Bandidos do Cante com a canção “Rosa”.

Segundo a média das casas de apostas divulgada pelo site Eurovisionworld, Portugal surgia fora dos lugares de qualificação para a final na primeira semifinal.

Além de Portugal, competem nessa semifinal países como Suécia, Israel, Bélgica, Polónia, Grécia e Finlândia.

Carta aberta reuniu mais de 1.100 artistas

Em abril, mais de 1.100 músicos e profissionais da cultura assinaram uma carta aberta contra a participação de Israel na Eurovisão.

Entre os nomes portugueses que subscreveram o documento estão Jorge Palma, Cristina Branco, Linda Martini e The Legendary Tigerman.

O documento acusa o concurso de contribuir para o “branqueamento” da situação em Gaza.

A edição de 2024 da Eurovisão já tinha sido marcada por protestos nas ruas, manifestações na arena e contestação à participação israelita.

Escrito por P.Cordeiro


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