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Salva a Terra Ecofestival regressa a Salvaterra do Extremo com concertos, oficinas e entrada gratuita

today28/05/2026

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O Salva a Terra Ecofestival está de volta a Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova, entre os dias 25 e 28 de junho, para mais uma edição dedicada à música, sustentabilidade, natureza e diálogo cultural. O festival mantém entrada gratuita e volta a oferecer campismo livre aos visitantes.

Considerado um dos festivais ecológicos de referência em Portugal, o evento reúne concertos, oficinas, dança, yoga, caminhadas, conversas e uma feira de produtos biológicos, distribuídos por vários espaços da aldeia raiana.

A iniciativa é coorganizada pelo Município de Idanha-a-Nova, distinguido como UNESCO, pela União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. A edição de 2026 conta ainda com o apoio da ARI Geografia Criativa – Festival da Paisagem 2026 [Naturtejo].

Festival aposta na sustentabilidade e apoio à vida selvagem

Além da componente artística, o Salva a Terra Ecofestival continua a apostar na sensibilização ambiental e na sustentabilidade. Os lucros do festival revertem a favor do CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, sediado em Castelo Branco.

Ao longo de quatro dias, o festival recebe artistas e participantes de vários países, entre eles Portugal, Espanha, Finlândia, Geórgia, Irão, Índia e Marrocos, promovendo o encontro entre diferentes culturas e tradições musicais.

Entre os nomes confirmados estão emmy Curl, Bia Maria, CABRA, Orfeão de Leiria, Curcumbia, Sitar Jugalbandi, Soundsisters Morocco e Rádio Barraka.

Emmy Curl Encanto single
emmy Curl

Cinco palcos espalhados pela aldeia

A programação distribui-se por cinco espaços distintos: Palco Terra, Palco Pelourinho, Palco Igreja, Palco Misericórdia e Palco Lusco-Fusco.

O concerto de abertura acontece a 25 de junho, às 21h00, na Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo, com Sussurros do Levante, trio que revisita repertórios tradicionais ibéricos através da sanfona, viola braguesa e adufe.

Na mesma noite, o Palco Pelourinho recebe emmy Curl, vencedora do Prémio José Afonso 2025 pelo álbum “Pastoral”. O primeiro dia termina com Bandua e Idalina Gameiro, num espetáculo que cruza eletrónica e tradição oral portuguesa.

Nos restantes dias sobem também aos palcos nomes como Ana Pinhal, MariaSilva & Coro do Salva, Balklavalhau e o coletivo CABRA, formado por Efrén López, Juanfran Ballestero, Carlos Ramírez e Isabel Martín.

O Palco Lusco-Fusco acolhe ainda projetos ligados à música meditativa e tradicional, incluindo Rumi & Shams, liderado por Mostafa Taleb, e o concerto indiano Sitar Jugalbandi, centrado no sitar e tabla.

Música tradicional da Geórgia, Finlândia e Marrocos em destaque

A programação internacional inclui uma parceria com o Kaustinen Folk Festival, da Finlândia, que traz ao festival os violinistas Erkki Virkkala e Iikka Huntus, além do músico e bailarino Viljami Timonen.

Da Geórgia chega o Didgori Ensemble, grupo dedicado à polifonia georgiana, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Já o projeto Soundsisters Morocco apresenta harmonias vocais marroquinas, ritmos gnawa e sonoridades do norte de África reinterpretadas numa abordagem contemporânea.

Showcase internacional dedicado ao património cultural imaterial

Um dos momentos especiais desta edição acontece no dia 27 de junho com o Showcase “The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH)”.

A iniciativa internacional é dedicada à preservação e divulgação do património cultural imaterial e reúne expressões musicais de países como Letónia, Estónia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia.

Encerramento junta Orfeão de Leiria e Adufeiras de Idanha-a-Nova

O festival encerra no dia 28 de junho, às 20h30, com o espetáculo “Sons da Terra e da Tradição”.

A apresentação junta o Orfeão de Leiria e as Adufeiras de Idanha-a-Nova numa criação que combina canto tradicional, percussão e património imaterial português.

À semelhança das edições anteriores, a entrada no Salva a Terra Ecofestival é gratuita, incluindo o acesso à zona de campismo.

Escrito por P.Cordeiro


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