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Proteção Civil emite aviso à população devido a mau tempo

today09/02/2026

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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um aviso à população face ao agravamento das condições meteorológicas previsto para os próximos dias em Portugal continental, com chuva intensa, vento forte e agitação marítima significativa.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, são esperados períodos de precipitação por vezes forte e persistente, sobretudo nas regiões Norte e Centro, bem como vento forte, com rajadas até 90 km/h nas terras altas. Na costa ocidental, prevê-se agitação marítima forte, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima.

Situação hidrológica

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a precipitação registada nos últimos dias provocou uma subida significativa dos caudais, devendo manter-se elevados nos próximos dias. A continuação da chuva aumenta o risco de cheias e inundações, situação que poderá ser agravada por descargas de barragens espanholas.

É apontada uma situação hidrológica potencialmente perigosa em várias bacias hidrográficas, nomeadamente:

  • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure;

  • Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha;

  • Rio Sorraia: Coruche e Benavente;

  • Rio Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola, Alvito, Ourique e Ferreira do Alentejo.

Mantém-se ainda vigilância reforçada noutras bacias, como Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana, devido ao risco de inundações urbanas e cheias.

Efeitos expectáveis

Entre os principais impactos identificados estão:

  • Cheias e inundações, por transbordo de rios e ribeiras ou acumulação de águas pluviais;

  • Solos saturados, com drenagem lenta da água;

  • Instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos e derrocadas;

  • Piso rodoviário escorregadio, formação de lençóis de água e possível interdição de vias;

  • Arrastamento de objetos e estruturas, potenciando acidentes;

  • Risco acrescido na orla costeira, devido à forte agitação marítima;

  • Desconforto térmico, associado ao aumento da intensidade do vento.

Medidas preventivas

A Proteção Civil recomenda, entre outras medidas, a desobstrução dos sistemas de escoamento, a evitação de circulação em zonas inundadas, a fixação de estruturas soltas, a remoção de bens e animais de áreas inundáveis, bem como especial cautela na condução e junto da orla costeira e zonas ribeirinhas. É igualmente aconselhada a redução de deslocações não essenciais e o acompanhamento permanente da informação meteorológica e das autoridades.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à adoção de comportamentos responsáveis e reforça a importância da autoproteção, sublinhando que a prevenção continua a ser fundamental em cenários de meteorologia adversa.

(Fonte: Comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil)

Escrito por P.Cordeiro


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