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Sam Feldt - Heartfeldt Radio #543
Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, várias regiões de Portugal continental foram afetadas pela tempestade Kristin. Desde então, mantêm-se interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas localidades, situação que está a ter impacto direto na segurança alimentar e na qualidade da água. Perante este cenário, foram emitidos alertas com recomendações de cuidados e comportamentos seguros por parte da Direção-Geral da Saúde.
Segundo a autoridade de saúde, situações de falha elétrica prolongada podem comprometer os alimentos conservados em frigoríficos e congeladores, bem como afetar a segurança da água, sobretudo em zonas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos. Assim, é sublinhada a importância da adoção de medidas preventivas, de forma a proteger a saúde pública.
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, todas as fontes de água que não estejam ligadas à rede pública, como poços ou minas, devem ser consideradas potencialmente contaminadas, devendo o seu consumo ser evitado. A água da torneira que não pertença à rede pública não deve ser utilizada para beber, lavar alimentos ou escovar os dentes, salvo confirmação oficial da sua segurança.
Sempre que possível, deve ser utilizada água engarrafada. Na sua ausência, a água deve ser fervida durante 10 minutos antes de ser usada ou desinfetada com lixívia simples, sem corantes nem perfumes, à razão de cerca de duas gotas por litro. É ainda recomendado lavar cuidadosamente as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.
Relativamente ao saneamento, é aconselhado que a sanita continue a ser utilizada sempre que possível, evitando, contudo, o despejo de águas usadas caso a rede esteja inoperacional. As águas residuais não devem ser despejadas em solos ou linhas de água, devendo o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de fontes de abastecimento.
No que respeita à alimentação, a DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, alguns alimentos poderão manter-se seguros para consumo. Hortícolas e fruta inteiros tendem a manter-se em condições adequadas mesmo além desse período. Já o congelador poderá conservar os alimentos até 48 horas, ou 24 horas se estiver apenas meio cheio, desde que a porta permaneça fechada.
Quando a energia for restabelecida, os alimentos que ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios poderão, na maioria dos casos, ser confecionados ou recongelados. No entanto, é reforçado que os alimentos devem ser consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível, recorrendo a métodos que atinjam temperaturas superiores a 75 °C.
É ainda recomendado que não sejam provados alimentos para verificar o seu estado. Sempre que existam dúvidas, os produtos devem ser descartados. Qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar deve ser deitado fora.
Após um período de interrupção elétrica superior a 12 horas, é aconselhado o descarte de todos os alimentos armazenados no frigorífico, com exceção da fruta e hortícolas inteiros.
No âmbito da segurança pessoal, é salientado que não devem ser atravessadas zonas inundadas, a pé ou de viatura, uma vez que a profundidade da água pode ser enganadora. O contacto direto com águas das cheias deve ser evitado e as superfícies que tenham estado em contacto com essas águas devem ser limpas e desinfetadas.
Durante as operações de limpeza, devem ser usadas luvas e botas impermeáveis. Aparelhos elétricos não devem ser manuseados enquanto existir água acumulada no interior das habitações. Sempre que possível, a água acumulada e os materiais húmidos devem ser removidos para reduzir o risco de bolores.
É ainda aconselhado evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, manter lanternas e pilhas acessíveis — evitando o uso de velas — e seguir sempre as indicações das autoridades, nomeadamente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e das autoridades de saúde.
(Fonte: DGS – Direção Geral da Saúde)
Escrito por P.Cordeiro
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