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Sam Feldt - Heartfeldt Radio #518
O Festival Eurovisão da Canção vai aplicar novas regras de votação já em 2026, com destaque para a redução do número de votos permitidos ao público e o regresso dos júris profissionais nas semifinais, anunciou a União Europeia de Radiodifusão (UER).
As medidas, apresentadas esta sexta-feira, surgem após um processo de consulta entre os membros da UER — incluindo a RTP — e têm como objetivo reforçar a confiança, a transparência e o equilíbrio no sistema de votação, marcado por polémicas na edição de 2025, nomeadamente envolvendo Israel.
A partir de 2026, cada espetador poderá emitir até 10 votos (via SMS, chamadas ou online), metade do limite anterior (20 votos). As semifinais voltam a contar com a presença de júris profissionais, ausentes desde 2022, estabelecendo-se uma repartição de aproximadamente 50/50 entre júri e público, tanto nas semifinais como na final.
Os júris passam a ter sete elementos — antes eram cinco —, representando várias áreas ligadas à música e às artes, e terão de assinar um compromisso de imparcialidade. Pelo menos dois jurados terão entre 18 e 25 anos, promovendo diversidade geracional.
A UER reforça também que emissoras e artistas não podem participar ativa ou indiretamente em campanhas externas que procurem influenciar o resultado. “Qualquer tentativa de influenciar indevidamente os resultados será sancionada”, alerta a organização.
As mudanças surgem após vários países — entre os quais Eslovénia, Espanha, Irlanda, Islândia e Países Baixos — terem manifestado a intenção de boicotar a Eurovisão 2026, agendada para Viena, caso Israel participe.
Nos Países Baixos, a emissora pública Avrotros acusou Israel de interferências políticas na votação de 2025, referindo-se ao segundo lugar obtido por Yuval Raphael, impulsionado pelo televoto. A estação invocou ainda “graves violações da liberdade de imprensa” cometidas em Gaza.
Bélgica, Suécia e Finlândia admitiram estar igualmente a avaliar a sua participação, num contexto marcado pelos ataques militares israelitas na Faixa de Gaza, classificados como genocídio por uma comissão independente da ONU.
A UER deverá deliberar sobre a participação de Israel na assembleia geral de inverno, marcada para 4 e 5 de dezembro. O diretor-geral da televisão pública austríaca, Roland Weissmann, afirmou que “chegou o tempo da diplomacia” para garantir a presença do maior número de países em Viena.
A final da 70.ª Eurovisão realiza-se a 16 de maio de 2026, antecedida pelas semifinais de 12 e 14 de maio.
Organizado desde 1956, o concurso envolve mais de 35 operadores públicos. Portugal participou pela primeira vez em 1964, venceu em 2017 com “Amar pelos Dois” e, na edição de 2025, alcançou o 21.º lugar com “Deslocado”, dos NAPA.
Escrito por Cordeiro
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