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Estudos globais estiveram em debate nos Paços do Concelho da SERTÃ

today19/12/2025

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A mais recente edição do Fórum Liderar em Estudos Globais (FOLEG) realizou-se no passado dia 17 de dezembro, nos Paços do Concelho da Sertã, colocando em destaque a reflexão e o debate em torno dos estudos globais. A iniciativa foi organizada pela Universidade Aberta (UAb), com o apoio do Município da Sertã e do Polo de Ciência e Cultura da Universidade Aberta da Sertã, reunindo oradores de várias universidades portuguesas.

Estudos Globais Sertã
(Créditos: Município da Sertã)

A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, que sublinhou a importância da reflexão num mundo cada vez mais globalizado. O autarca afirmou que “vivemos uma época repleta de desafios e de constantes interrogações”, defendendo que é fundamental criar espaços para estudar, refletir e dialogar sobre o presente e o futuro das sociedades.

Nesse sentido, Carlos Miranda desafiou os participantes a fazerem desta edição do FOLEG “um espaço privilegiado de encontro, de questionamento e de inspiração”, apelando a uma pausa consciente que permita compreender melhor a realidade atual e pensar o futuro com responsabilidade.

Estudos Globais Sertã
Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã e José Eduardo Franco, diretor do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta (Créditos: Município da Sertã)

Na intervenção seguinte, José Eduardo Franco, diretor do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta, destacou o papel central dos estudos globais no contexto contemporâneo. Foram apresentados exemplos internacionais, nomeadamente do Japão, onde as universidades apostam nesta área como uma via para a excelência no ensino e como instrumento de reflexão crítica sobre a sociedade.

Seguiu-se a intervenção de Nuno Rebelo, docente da Universidade de Évora, que abordou a emergência de uma nova ciência da globalização. Ao longo da sua exposição, foram lançadas várias reflexões sobre os riscos associados a um mundo em constante transformação e cada vez mais polarizado, bem como sobre os desafios que a digitalização e a inteligência artificial colocam aos cidadãos.

Estudos Globais Sertã
Nuno Rebelo, docente da Universidade de Évora (Créditos: Município da Sertã)

Após um debate participado, teve lugar um painel dedicado aos estudos globais, com a presença de Alexandra Magnólia Dias, docente da NOVA FCSH, Amélia Polónia, professora catedrática da Universidade do Porto, e ainda João Relvão Caetano e Cristiana Lucas Silva, docentes da Universidade Aberta. Durante as intervenções, foi salientada a necessidade de clarificar a distinção entre estudos globais e estudos da globalização, sublinhando-se que, embora relacionados, não correspondem à mesma área científica.

Estudos Globais Sertã
Alexandra Magnólia Dias, docente da NOVA FCSH, João Relvão Caetano, docentes da Universidade Aberta, Amélia Polónia, professora catedrática da Universidade do Porto, Cristiana Lucas Silva, docente da Universidade Aberta (Créditos: Município da Sertã)

Amélia Polónia e Alexandra Magnólia Dias apresentaram ainda exemplos de abordagens inovadoras desenvolvidas nas universidades do Porto e da NOVA FCSH, respetivamente, evidenciando o trabalho académico que tem vindo a ser realizado em Portugal no domínio dos estudos globais.

Estudos Globais Sertã
(Créditos: Município da Sertã)

(Fonte: Nota de Imprensa da Câmara Municipal da Sertã)

Escrito por P.Cordeiro


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