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A Câmara Municipal da Covilhã aprovou uma moção em que é defendido que o aumento de vagas no ensino superior deve ser preferencialmente atribuído às instituições sediadas no interior do país, contrariando a orientação prevista para o próximo ano letivo.
A proposta foi apresentada pelo presidente do Município, Hélio Fazendeiro, e aprovada por unanimidade na reunião do executivo municipal realizada na sexta-feira, 29 de dezembro.
No documento, é sublinhado o papel determinante das instituições de ensino superior no desenvolvimento do interior, sendo consideradas “âncoras de desenvolvimento regional, motores de conhecimento, inovação, emprego qualificado e dinamização económica”. É ainda referido que estas instituições assumem um papel decisivo na atração e fixação de jovens, nacionais e estrangeiros, em territórios de baixa densidade.
Nesse contexto, é apontado como exemplo a Universidade da Beira Interior, sediada na Covilhã, bem como outros institutos politécnicos localizados em territórios do interior, cujo impacto regional tem sido considerado estratégico ao longo dos últimos anos.
A moção recorda que, de forma consistente, os despachos de autorização de abertura de vagas no ensino superior têm privilegiado estas instituições. Contudo, é manifestada surpresa face à intenção do Governo de abandonar essa política já no próximo ano letivo, permitindo que todas as instituições do país aumentem indiscriminadamente o número de vagas até 5%.
Para a Câmara Municipal da Covilhã, esta medida não responde às necessidades específicas dos territórios menos povoados, nem aos objetivos constitucionais e estratégicos de coesão territorial. Assim, é recomendado que sejam integrados critérios de coesão territorial na definição anual das vagas, valorizando o impacto regional, a capacidade instalada das instituições do interior e o seu contributo para a fixação de jovens.
“Não haverá verdadeira coesão territorial sem um ensino superior forte, atrativo e devidamente reforçado, nem será possível um Portugal próspero sem um território coeso e harmoniosamente desenvolvido”, refere o documento, que será agora remetido ao Governo e a outras entidades competentes.
(Fonte: Nota de Imprensa da Câmara Municipal da Covilhã)
Escrito por P.Cordeiro
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