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A cidade de Castelo Branco celebrou, a 27 de março de 2026, o Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses com iniciativas que destacaram a preservação e dinamização destes espaços, incluindo a entrega do Prémio Nacional “Memória e Identidade” e a apresentação de novas estratégias para a zona histórica.

Durante as comemorações, foram distinguidos o Reverendo Padre Joaquim Augusto Nunes Ganhão e o arquiteto paisagista e urbanista Leonel Fadigas, reconhecidos pelo seu trabalho na salvaguarda e valorização do património cultural.
A cerimónia integrou uma sessão solene onde participaram várias entidades ligadas à cultura e ao urbanismo.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, destacou os principais desafios do centro histórico de Castelo Branco, nomeadamente a perda de população e o abandono de edifícios.

O autarca revelou que está em curso uma nova abordagem estratégica para a reabilitação e dinamização da zona histórica, que inclui a contratação de um gabinete especializado em urbanismo.
O plano prevê a divisão do centro histórico em quarteirões, atualmente em estudo, com o objetivo de caracterizar o edificado e definir soluções de intervenção adequadas.
Entre os projetos destacados estão:
O centro histórico integra ainda equipamentos culturais como o Museu Cargaleiro, o Centro de Interpretação do Bordado, a Casa do Arco do Bispo e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, bem como o Jardim do Paço Episcopal.
Leopoldo Rodrigues sublinhou a necessidade de devolver vida ao centro histórico, promovendo habitação, comércio e atividades culturais.
Também o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, destacou que estes espaços são pontos de encontro entre comunidade, cultura e identidade, exigindo uma preservação contínua.
Já Hugo Pereira, presidente da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, defendeu políticas integradas que conciliem preservação com modernização e dinamização económica.
Um dos homenageados, Leonel Fadigas, alertou para a importância de garantir vida nos centros históricos, defendendo que a reabilitação deve ir além dos edifícios.
Segundo o especialista, a sustentabilidade destes espaços depende da presença de pessoas, da convivência e da criação de comunidade, evitando que os centros históricos se transformem apenas em património sem uso.

As comemorações terminaram com visitas ao futuro Centro de Interpretação Mestre Templário Pedro Álvares Alvito, na Igreja de Santa Maria do Castelo, e ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco.
(Fonte: Nota de Imprensa da Câmara Municipal de Castelo Branco)
Escrito por P.Cordeiro
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