AD

Castelo Branco

Castelo Branco assinala Dia dos Centros Históricos com prémios e plano para revitalizar a zona histórica

today30/03/2026

Fundo
share close
AD

A cidade de Castelo Branco celebrou, a 27 de março de 2026, o Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses com iniciativas que destacaram a preservação e dinamização destes espaços, incluindo a entrega do Prémio Nacional “Memória e Identidade” e a apresentação de novas estratégias para a zona histórica.

Dia Centros Históricos Castelo Branco
(créditos: Município de Castelo Branco)

Prémio “Memória e Identidade” distingue contributos para o património

Durante as comemorações, foram distinguidos o Reverendo Padre Joaquim Augusto Nunes Ganhão e o arquiteto paisagista e urbanista Leonel Fadigas, reconhecidos pelo seu trabalho na salvaguarda e valorização do património cultural.

A cerimónia integrou uma sessão solene onde participaram várias entidades ligadas à cultura e ao urbanismo.

Estratégia para revitalizar o Centro Histórico

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, destacou os principais desafios do centro histórico de Castelo Branco, nomeadamente a perda de população e o abandono de edifícios.

Dia Centros Históricos Castelo Branco
(créditos: Município de Castelo Branco)

O autarca revelou que está em curso uma nova abordagem estratégica para a reabilitação e dinamização da zona histórica, que inclui a contratação de um gabinete especializado em urbanismo.

O plano prevê a divisão do centro histórico em quarteirões, atualmente em estudo, com o objetivo de caracterizar o edificado e definir soluções de intervenção adequadas.

Projetos em curso e previstos

Entre os projetos destacados estão:

  • Reabilitação da Igreja de Santa Maria do Castelo, para acolher o Centro de Interpretação Templário
  • Construção da Escola de Chefs – Centro de Estudos Gastronómicos
  • Instalação do Museu Académico
  • Requalificação do palacete José Almeida Garret, destinado ao Tribunal Administrativo do Centro

O centro histórico integra ainda equipamentos culturais como o Museu Cargaleiro, o Centro de Interpretação do Bordado, a Casa do Arco do Bispo e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, bem como o Jardim do Paço Episcopal.

Centros históricos como espaços vivos

Leopoldo Rodrigues sublinhou a necessidade de devolver vida ao centro histórico, promovendo habitação, comércio e atividades culturais.

Também o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, destacou que estes espaços são pontos de encontro entre comunidade, cultura e identidade, exigindo uma preservação contínua.

Já Hugo Pereira, presidente da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, defendeu políticas integradas que conciliem preservação com modernização e dinamização económica.

“Não basta reabilitar, é preciso trazer pessoas”

Um dos homenageados, Leonel Fadigas, alertou para a importância de garantir vida nos centros históricos, defendendo que a reabilitação deve ir além dos edifícios.

Segundo o especialista, a sustentabilidade destes espaços depende da presença de pessoas, da convivência e da criação de comunidade, evitando que os centros históricos se transformem apenas em património sem uso.

Dia Centros Históricos Castelo Branco
(créditos: Município de Castelo Branco)

Visitas marcaram encerramento

As comemorações terminaram com visitas ao futuro Centro de Interpretação Mestre Templário Pedro Álvares Alvito, na Igreja de Santa Maria do Castelo, e ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco.

(Fonte: Nota de Imprensa da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Escrito por P.Cordeiro


AD
AD
AD