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“Banzo” domina os Prémios Sophia 2026 e conquista 10 troféus

today18/05/2026

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“Banzo”, de Margarida Cardoso, foi o grande vencedor da 15.ª edição dos Prémios Sophia, os galardões da Academia Portuguesa de Cinema, arrecadando 10 distinções numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O filme venceu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original, além de vários prémios técnicos e de interpretação. A longa-metragem já tinha sido escolhida como candidata portuguesa ao Óscar de Melhor Filme Internacional.

Produzido pela Uma Pedra no Sapato, “Banzo” aborda a herança do colonialismo português em África através de uma história ficcionada centrada numa plantação africana em 1907.

Margarida Cardoso destacou histórias “silenciadas”

Durante os discursos de agradecimento, Margarida Cardoso afirmou que tentou dar voz a histórias violentas “que continuam silenciadas”.

O filme acompanha Afonso, um médico que chega a uma ilha tropical africana para tratar trabalhadores escravizados afetados pelo “banzo”, conceito associado à nostalgia e sofrimento dos escravos afastados da sua terra natal.

O elenco inclui Carloto Cotta, Hoji Fortuna, Rúben Simões e Gonçalo Waddington.

Além dos prémios principais, “Banzo” venceu ainda nas categorias de Melhor Direção de Fotografia, Som, Montagem, Direção de Arte, Banda Sonora Original e Efeitos Especiais.

Cirila Bossuet recebeu o prémio de Melhor Atriz Coadjuvante, naquela que foi a sua estreia absoluta no cinema.

Joana Santos e José Martins vencem prémios de interpretação

Na área da representação, Joana Santos venceu o prémio de Melhor Atriz Protagonista pelo filme “On Falling”, de Laura Carreira.

Já José Martins foi distinguido como Melhor Ator Protagonista por “A Memória do Cheiro das Coisas”, superando Hoji Fortuna, nomeado por “Banzo”.

O prémio de Melhor Ator Coadjuvante foi atribuído a Nuno Lopes, pela interpretação em “Lavagante”, filme que também venceu na categoria de Melhor Argumento Adaptado.

“Casa-Abrigo” vence prémio de televisão

Na televisão, “Casa-Abrigo”, série de Márcio Laranjeira exibida na RTP e inspirada em histórias reais de violência doméstica, venceu o prémio de Melhor Série/Telefilme.

Já o prémio de Melhor Documentário distinguiu “A Mulher Que Morreu de Pé”, de Rosa Coutinho Cabral e António Cabral, dedicado à vida e obra de Natália Correia.

Uma das novidades da edição de 2026 foi a estreia da categoria Melhor Filme de Comédia, conquistada por “Sonhar com Leões”, de Paolo Marinou-Blanco.

Rui Mendes recebeu o Sophia Carreira

O ator e encenador Rui Mendes foi homenageado com o Prémio Sophia Carreira.

No discurso de agradecimento, o ator de 88 anos recordou os quase 70 anos de carreira profissional e deixou um alerta sobre o apoio à cultura em Portugal.

“Um país que não apoia o seu cinema, o seu teatro, a sua cultura deixa de ser um país”, afirmou perante a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

A cerimónia foi apresentada por Inês Lopes Gonçalves e decorreu sob o tema “Projetar o presente, imaginar o futuro”.

Principais vencedores dos Prémios Sophia 2026

  • Melhor Filme: “Banzo”
  • Melhor Realização: Margarida Cardoso (“Banzo”)
  • Melhor Atriz Protagonista: Joana Santos (“On Falling”)
  • Melhor Ator Protagonista: José Martins (“A Memória do Cheiro das Coisas”)
  • Melhor Ator Coadjuvante: Nuno Lopes (“Lavagante”)
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Cirila Bossuet (“Banzo”)
  • Melhor Série/Telefilme: “Casa-Abrigo”
  • Melhor Documentário: “A Mulher Que Morreu de Pé”
  • Melhor Filme de Comédia: “Sonhar com Leões”

(Fonte: Academia Portuguesa de Cinema)

Escrito por P.Cordeiro


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